A Xiaomi fará uma movimentação diferenciada em 2026 ao apresentar a sua série principal de smartphones. A marca, diferente das rivais, lançará a linha Xiaomi 18 sem o chipset mais avançado da Qualcomm, algo que naturalmente gera questionamentos e abre espaço para diferentes leituras sobre a estratégia da marca.
Uma decisão que foge do roteiro tradicional
De acordo com um novo relatório, o Xiaomi 18 não utilizará o chip topo de linha de próxima geração da Qualcomm. A informação, divulgada por fontes ligadas à cadeia de fornecimento, indica que a fabricante chinesa optou por seguir outro caminho, mesmo tendo acesso à nova plataforma da empresa americana.
Convém esclarecer que isso não significa, necessariamente, uma queda brusca de desempenho. A Qualcomm prepara mais de uma versão do seu novo chipset, e a Xiaomi deve recorrer a uma alternativa ainda poderosa, porém abaixo da variante mais avançada. Na prática, trata-se de uma escolha técnica, mas também comercial.

Esse movimento acaba sinalizando uma reorganização interna da própria Qualcomm, que passa a segmentar ainda mais seus processadores. Com isso, apenas modelos muito específicos — geralmente os mais caros ou “Ultra” — ficariam com o chip mais completo, enquanto outros aparelhos topo de linha trabalhariam com versões levemente ajustadas.
O que essa escolha indica para a linha Xiaomi 18
No fim das contas, a ausência do chipset mais avançado da Qualcomm no Xiaomi 18 aponta para uma estratégia mais cautelosa e seletiva. A marca parece disposta a reservar o máximo de desempenho apenas para variantes específicas, mantendo o modelo principal competitivo, mas sem excessos.
Resta agora acompanhar como o mercado vai reagir e, principalmente, se essa decisão será percebida pelo consumidor comum. Porque, como costuma acontecer, nem sempre a ficha técnica mais extrema é o fator decisivo na escolha de um smartphone.