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iPhone no Brasil é caro por culpa dos impostos absurdos

Não é nenhuma novidade que já anos o Brasil tem o iPhone mais caro do mundo. Porém agora parece que a coisa está ficando cada vez mais difícil para um brasileiro comum possuir um iPhone de última geração, pois a Apple aumentou o preço sugerido em R$300 para os modelos do 5S em diante, ou seja, incluindo os novos 6 e 6 Plus.

A princípio é comum pensar no “Lucro Brasil” que as empresas tanto gostam. Mas quando a gente para e analisa alguns dados, é possível descobrir que a Apple não é a grande vilã na história, embora de “mocinha” não tenha nada, pois quem não se lembra dos iPads produzidos no Brasil sendo vendidos pelo mesmo valor do importado?

Impostos, o grande vilão

O iPhone 6 foi lançado por R$3199 e em algumas lojas, há um desconto de 10 ou 12% para pagamento à vista no boleto, fazendo o aparelho sair na média por R$2879. Mas desses R$2879 o consumidor paga muito imposto, o que com a alta do dólar, impede o aparelho ser vendido mais barato, já que ele é importado.

Mas chega de conversa, vamos ver o quanto de imposto o consumidor brasileiro paga para comprar o iPhone 6. O cálculo abaixo foi realizado com iPhone 6 16 GB com valor da nota de R$2879,10:

  • ICMS (12,34%) = R$356,39
  • ICMS-ST (5,91%) = R$170,68
  • IPI (10,28%) = R$297
  • PIS (1,65% = R$47,67
  • COFINS (7,60%) = R$219,57
  • TOTAL de IMPOSTOS = R$1091,31

impostos iPhone 6

Resumindo, dos R$2879 cobrados pelo iPhone 6, a Apple só tem bruto o valor de R$1787,79. Só de impostos o consumidor brasileiro paga aproximadamente 38% do valor do produto. Ou seja, fica claro que o grande vilão são os impostos absurdos que o governo brasileiro cobra.

Só para lembrar, nos EUA o mesmo iPhone 6 é vendido por US$649 + impostos local, onde a média fica em 7%, mas varia de acordo com o estado. O valor final médio do iPhone 6 nos Estados Unidos é de US$694,43 dólares, onde o consumidor americano paga 7% do valor do produto em impostos, enquanto os brasileiros pagam aproximadamente 38%.

Thalisson Teixeira

Ex-estudante de Educação Física. Deixei de seguir carreira de professor de Educação Física para entrar de vez no mundo dos Gadgets com o Tudo em Tecnologia. Agora estudante de Jornalismo no terceiro período, seja bem-vindo ao Tt!

12 Comentários

  1. Essa história de impostos “absurdos” é uma falácia. A carga tributária do Brasil se assemelha ao dos demais países industrializados. E a Motorola que era americana, também, até sua venda para a Lenovo? Sofre a mesma carga e veio para o Brasil com o preço menor. O que há é uma margem de lucro absurda por conta do status que a Apple mantém no Brasil. Os melhores fabricantes possuem tecnologias equivalentes, para todos os gostos e usos. A melhor compra é aquela que oferece os mesmos recursos pelo menor preço.

    1. Notícia tendenciosa e falsa, os valores colocados estão errados, trabalho na Receita, para aparelhos importados como esse da Apple o valor total de tributos fica em torno de 600 reais. Este alto valor cobrado pelo iPhone 6 fica a critério exclusivo da fabricante, ou seja, querem lucrar a mais com os brasileiros.

      1. Rodrigo,

        Você olhou a imagem?

        Os valores são da nota fiscal da loja, onde estão claro todos os impostos cobrados e cada porcentagem.

        É só ver.

        No Brasil as empresas por padrão gostam de lucrarem mais. Porém em produtos importados, o grande vilão de fato são os impostos. Embora que se fosse produzidos aqui, não teríamos garantias de que eles baixassem, pois já vimos que a Apple importava alguns iPads e depois começou a montar no Brasil e os preços continuaram do mesmo jeito.

        Os impostos são absurdos para produtos importados.

        1. Thalisson, conforme explicou o Rodrigo, essa conta é equivocada. Por conta do princípio da não cumulatividade, o que se recolhe desses impostos é somente a diferença entre os valores incidentes sobre a venda menos os valores incidentes sobre a compra. Portanto, o ônus tributário é muito menor, esse valor de venda é uma base para apuração do tributo devido. Se seguirmos esse raciocínio, a Apple é uma “mãe” para os brasileiros e cobra o mesmo valor, praticamente, daquele cobrado nos Estados Unidos (“coitadinha”). Ora, essa empresa não tem nenhuma consideração com o mercado brasileiro e cobra os preços mais altos do mundo para seus produtos no Brasil.

  2. O fato é que esse aparelho é caro seja onde for. O preço dele nos EUA s/ imposto é quase igual o daqui s/ imposto. Vocês poderiam comparar o preço de outros aparelhos importados, para vermos se isso acontece

    1. Fúlvio,

      Os notebooks da Dell que não são produzidos no Brasil também são bem caros por conta dos impostos. Os da Lenovo também.

      É só verificar alguns modelos com preços lá em cima e ver que eles são importados.

      1. Thalisson, os impostos cobrados nos produtos importados servem para equalizar a carga tributária com seus países de origem, já que as exportações gozam de benefícios fiscais no mundo todo. Se não fossem cobrados esses impostos nos produtos importados, a carga fiscal desses ficaria menor do que aquela praticada no Brasil, concedendo-lhes uma vantagem indevida. Portanto, não há benefício de se fabricar no Brasil em função desses impostos na importação. Agora, se a Apple se sente “prejudicada”, pode abrir uma fábrica no país; já que em nenhum outro lugar do globo terrestre encontra um mercado tão benevolente para pagar os preços exorbitantes que cobra por produtos semelhantes aos concorrentes.

  3. Não tenho iPhone e dificilmente terei, acho o custo-beneficio péssimo. Mas tem algo estranho nessa matéria. O valor do aparelho 649 dólares? Fora imposto local? O valor tá quase o mesmo do desconto mencionado acima pro mercado brasileiro. Atualiza a cotação do dólar aí, posso estar enganado e se for o caso peço desculpas, ok?!

      1. Pois é. No dólar de hoje passa dos 2.500. Com as taxas creio que chega nos 2.800 praticado aqui. Ou seja, é caro pacas tanto aqui quanto lá fora. Só pra ressaltar, não quero defender ninguém e acredito sim que pagamos impostos demais. Só que as contas aí não batem com o título da matéria.

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